Não intento ser poético – talvez um pouco – mas penso que é importante explicar o que penso sobre isso.
Vejo o Coliseu como um marco, uma lição sobre força, potência e fragilidade. Uma espécie de Torre de Babel que permaneceu de pé em toda a sua decadência para nos lembrar exatamente do que nós somos: pó!
Símbolo de um dos maiores impérios de toda a história humana, o Coliseu simboliza também – em sua origem – a superficialidade e corrupção humanas. Naquele espaço eram conduzidos espetáculos de horror, banhos de sangue que divertiam as multidões. Espetáculos de morbidez e gosto questionável que entretiam a multidão – como nossos BBBs e grandes finais de futebol – enquanto políticos corruptos – já naquele tempo – passavam a mão na coisa pública em favor de seus próprios interesses – exatamente como em nossos dias.
O Coliseu é também símbolo da intolerância religiosa e da força da fé – em todos os seus paradoxos. Enquanto cristãos eram dados aos leões – para delírio das massas – suas mortes também demonstravam sua força, a força de acreditar ao ponto de morrer por algo em que se acredita. Isso é extremamente poderoso!
Por fim, belo e inacabado, o Coliseu representa o tamanho dos nossos sonhos, sua altura, sua forma, seu esplendor. E representa também nossa fragilidade e incapacidade de torna-los reais. Gerações de homens não foram capazes de realizar aquela empreitada até o fim.
O Coliseu, em seu esplendor e ruína, lembra-nos exatamente o que somos: humanos.
E, como humanos, pó.










Nossa, olhando por esse lado, fica tentador conhece-lo.
Bjs
No que depender de mim, você vai!
Muito interessante seu post teacher… Muito mesmo! Adorei!
Mas meu negocio sao as piramides rsrrssrs! E voce sabe pq!
Sera que um dia vc visita elas?
E eu me pergunto: o que sera que voce escreveria a respeito?
Beijos!
Espero que visite um dia, sim, Aline.
O que eu escreveria sobre elas? Não sei… aprendi que fotos, por mais lindas que sejam, não fazem justiça a esses lugares. Posso tentar escrever um dia, mas acho que vou tentar ir pra lá antes disso.
[...] com a possibilidade de viver por isso. Em meu Diário de Viagens, falei sobre o Coliseu no texto Sonhos e Pó e fiz referência a essas questões. Quintana não fala de estrelas, mas de sonhos e de lutar pelos [...]