Com a maré


Alguém se lembra de Antonio Palocci, ministro da Fazendo da governo Lulla, um dos que mais durou. Caiu, né? Lembram por quê? Porque, abusando de sua autoridade de ministro de estado, ordenou que fosse quebrado o sigilo bancário de um certo caseiro, de nome Francenildo. Que fez este malvado cidadão? Denunciou à época um esquema de “Iate de Tolerância” (em alusão às famosas Casas de Tolerância) em alto mar.

Levavam políticos, empresarios e as “primas” para alto mar, onde passavam alguns dias em um iate… certamente pescando. Os “eventos” não eram puramente de diversão (e ilegais), mas eram “pagamentos de favores” políticos. E daí vemos a “put****” que temos no congresso. (não me surpreenderia que o filho bastardo do Renan tenha sido concebido em momentos similares). As confraternizações não aconteciam apenas em iates, mas também em churrascos na casa de políticos e empresários.

Bom, após um breve histórico, voltemos aos dias atuais: saibam vocês que este honrado e abusado senhor é também o relator do projeto de lei que recria a CPMF até o final do governo Lulla. E é também cotado para ser relator da fantasiosa reforma tributária que – após 5 anos só falando – o governo decidiu ressuscitar.

Tirando o lamentável fato citado no começo do post (para não falar do processo que corre em função disso e de sua participação no mensalão, recebendo meros 50 mil reais mensais da Leão & Leão, e também acerca das fraudes em licitações durante sua prefeitura em Riberão Preto nos anos 90), Palocci é um dos poucos petistas com bom diálogo com as oposições (principalmente DEM e PSDB).

Agora vem a parte legal, mesmo. Defensor ferrenho da prorrogação da CPMF atualmente, deve ter medo de ser lembrado de uma fala emitida em 1999, quando era Deputado Federal da oposição ao governo FHC. Para nós (2 leitores do blog e eu), vale lembrar do que pensava o então deputado:

 “Quanto à CPMF, não me convenço de sua necessidade nem de que possa ter algum caráter positivo”. Antonio Palocci, em 1999.

Lembro-me de Chico…

Roda mundo, Roda gigante,
Roda moinho, Roda pião,
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

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Um comentário sobre “Com a maré

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