Quiçá desse certo


PalavrasHá palavras que, principalmente quando crianças, nos chamam a atenção. Sempre me intrigou o termo “pudera“. Lembro-me até hoje da primeira vez que li. Foi num livro infantil, onde uma avó dizia ao neto que ele estava passando mal pois comera demais. Ela dizia algo como “Também, pudera, se não tivesse comido todos aqueles bolinhos” ou algo assim. Lembro-me de não saber o que significava aquilo e ficava imaginando possíveis significados. Era irritantemente divertido. Outra que vim a conhecer mais tarde foi “quiçá”. No começo, achava se tratar de uma dessas divindades da umbanda. Tipo, Oxalá, Quiçá e por aí vai. E não para por aí: falácia, defenestrar, e outras são palavras quase em desuso em nosso país tupiniquim.
Felizmente (ou não, digam os lingüistas) esse “fenômeno” não é atribuição apenas das terras das torres gêmeas (as de Brasília, vale lembrar). Na Inglaterra, a Oxford University promove um site chamado Save the Words (alguma semelhança com os profetas do Aquecimento?), que visa resgatar o uso de palavras quase esquecidas. Ao entrar no site, o internauta é convidado a “adotar” uma palavra e se comprometer a usá-la tanto quanto possível em comunicação verbal ou escrita.
Uma iniciativa assim, no Brasil, seria – pelo menos – divertida. Fica a dica para quem tiver tempo para montar. Quiçá dê até dinheiro!

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