Paradoxo Internacional: Quem é o Brasil? II

Brasil, mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim!
Cazuza


Antes de mais nada, preciso explicar o que é este post. Ele é uma resposta ao desafio do João Victor Guedes em seu blog Uai, jovem! (cuja leitura recomendo). O Victor postou um texto chamado Paradoxo Internacional: quem é o Brasil? e lançou o desafio para que eu responda. Na verdade, creio que isso se tornará uma “discussão bloguística”, muito saudável e interessante, a meu ver.

Vamos lá, recomendo a leitura do texto do Victor antes de continuar a leitura aqui. Vai lá… eu espero


Ok, então vamos lá. O Victor abordou a questão do brasileiro e sua imagem lá fora. Não tive muitas oportunidades no exterior – ainda. O máximo que fiz foi uma mochilada desastrada pela Europa. E já foi muito bom mesmo para mim. Aprendi coisas em 3 semanas que demorei 30 anos para entender. E me apaixonei pelo Velho Mundo. Mas ok, já estou ficando nostálgico aqui.

Minha intenção é abordar a questão da imagem institucional do Brasil (apesar de entender que – individualmente – a imagem do brasileiro é mais relevante que isso). Mas vou deixar essa questão para outro momento e chamar algumas pessoas muito queridas que estão vivendo fora para darem sua posição quanto ao tema (vixi, mais alguns blogs na brincadeira): Jorge Trimboli, argentino-brasileiro vivendo nos EUA; Tiago Luchini, amigo do peito e irmão camarada, vivendo com a família na Finlândia; Lucilene Pavão, prima vivendo na Inglaterra há 6 anos; e Fernanda Seloti, minha mana caçula que está trabalhando nos EUA. Darei a eles a palavra para responderem – aqui ou em seus próprios blogs.

Continuamos a discussão a partir desse ponto, tão logo eles tenham dado alguma posição, fechado? Vamos ver se a experiência funciona.

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Uma vida com propósitos

Frase que recebi do amigo Chris Putter, da África do Sul.

Desesperança

Don't give up

“Just when you feel like quitting, remember why you held on for so long. ”

“Quando você estiver prestes a desistir, lembre-se por quê suportou por tanto tempo.”


Imagem do blog de gaD’space

Brazil

Acabo de me deparar acidentalmente – aqueles acidentes que só são possíveis graças a essa tal de Internet – com um blog delicioso sobre viagens. Na verdade, dois (o segundo não foi acidental, pois foi em decorrência do primeiro). Mas sem delongas.

O primeiro é o Brasil com Z, uma espécie de portal colaborativo de brazucas morando ao redor dessa pequena aldeia global, contando suas aventuras, desventuras, impressões, dicas e sugetões. O segundo é o Coisa Parecida, que é quase a mesma coisa, mas escrito por apenas um dos colaboradores do primeiro. Me diverti lendo algumas histórias e lembrando de minha passagem pelo Velho Continente.

Para quem já viajou, pode até ajudar com textos para o blog. Para quem nunca foi, leia e passe vontade. Se bem que agora fiquei com mais vontade de visitar minha querida Barcelona de novo.

Ai, ai…

(con)Fuso?

No começo deste mês, a vice-presidente da Google, Maryssa Mayer, disse que o “fuso horário” salvou o Orkut no Brasil e na Índia. Apesar da discrepância de fusos nos dois países, ela acredita que usuários desses acessavam em horários alternativos ao dos EUA, de forma que pegavam os servidores mais vazios.

Eu me recordo do começo do Orkut. Não… ele travava em qualquer horário. Era uma lástima. Não foi isso que salvou o Orkut. Aliás, há quase dois anos, Tiago Luchini já explicava o sucesso do Orkut no país, a despeito do próprio Google desconhecer a razão do sucesso.peito_franga

Por fim, uma última ressalva: a vice do Google acha que os brasileiros são estúpidos?? Ela diz que nós, brazucas, achamos que o Orkut é dono do Google. Faz favor, né? Além de desconhecer totalmente as razões do sucesso do seu próprio produto, ainda insulta o consumidor. É um total desconhecimento de mercado… a Google perdeu pontinhos no meu caderninho com essa.

Em rede

Sim, sou entusiasta das redes sociais. Não exatamente das redes sociais, mas do conceito de redes na net. Demorei a aceitar entrar no Orkut, mas depois passei a conhecer melhor. Não vou defender o Orkut aqui, mas o conceito das redes. Ainda não tenho conta no Hi5, Facebook, MySpace. A do LiveSpaces, tenho porque a Microsoft criou sozinha. Mas depois desses, virei entusiasta do Via6, uma rede profissional criada por dois jovens estudantes paulistanos.

Atualmente a que mais me impressiona é o LinkedIn. Tenho conta lá há mais de 1 ano, mas só nas últimas semanas passei a utilizar de verdade. E me apaixonei! Não somente a forma sóbria como as coisas são feitas (sem as fotos de decotes e os recadinhos bisbilhotados do Orkut), mas os assuntos tratados, a prontidão em responder, os temas das “comunidades” (que lá são chamados grupos), as recomendações (feitas por quem – de fato – conhece seu trabalho). O que mais me tem deixado boquiaberto, porém, é a possibilidade de novos contatos profissionais. E isso não é apenas observação, é experiência vivida!

Nas duas últimas semanas, através do LinkedIn, fiz dois excelentes contatos profissionais. Um deles foi um convite para participar de um Handbook com um capítulo no livro. Uma publicação internacional, por uma editora renomada e de um assunto que a Terra Brasilis sequer está atenta ainda. O outro contato pode ter impacto profissional e academico também. Teremos uma reunião nesta semana para saber. De qualquer forma, dois contatos valiosos em duas semanas não me parece algo a se ignorar.

Não é a toa que  é a 5ª maior rede social do mundo. Quem quiser, me encontrá .