Diário de Viagem 2014 – 2009, versão 2014

Artigo enviado.
Artigo aprovado.
Passaporte renovado na mão.
Inscrição paga.
Passagem comprada.
Frio na barriga.

Em uma semana começa o Diário de Viagem 2009, versão 2014 (hehehe). Farei basicamente o mesmo roteiro da viagem anterior, mas com uma esticada até a Holanda, onde acontecerá o EGOS 2014.

Muita coisa mudou em 5 anos… muita mesmo! Mas isso a gente conversa ao longo dos próximos dias.

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viagem à Itália

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Diário de Viagem 2010 – Última sessão e boas surpresas

A última sessão do EGOS foi fantástica! Acredito que sairei com um saldo de mais 2 publicações e alguns contatos para artigos. Uma das publicações deve sair em função do resultado do tracking, onde devemos escrever alguns capítulos para uma publicação especial e meu trabalho em Alianças Estratégicas deve ajudar em uma discussão importante. A outra publicação eu soube depois que saí: uma das participantes mandou email a todos convidando-nos a participar de um livro sobre métodos de pesquisa longitudinal. Falei com ela e o trabalho do meu artigo se encaixa em um dos capítulos que ela precisa. Ou seja, saldo super positivo! Estou muito feliz com esse congresso!!!

Agora preciso decidir para onde irei saindo de Lisboa.

Diário de Viagem – 2010 – MUITOLOUCO

Para quem queria saber como foi minha apresentação hoje cedo, só uma palavra: MUITOLOCO! Eu estava, sim, nervoso, ansioso, sei lá. Estava com medo mesmo. Incrivelmente, mais com medo do que no ano passado – e olha que, além de mais experiente, o paper estava melhor nesse ano. Não sei, acho que levei mais a sério, então fiquei receoso. Não saí com o pessoal ontem por isso, dormi tarde estudando. Mas valeu a pena! Valeu muito!

Fiz a primeira apresentação do tracking, a primeira do congresso para aquele grupo. Disse para meus amigos aqui que abri o EGOS – mais tarde, o Marcus e o Caio fechariam, fazendo a última apresentação de seus respectivos trackings. Durante a apresentação minhas mãos tremiam. Apresentei rápido, em 10 minutos – tinha 15 – e passamos logo às perguntas. De cara, silêncio. Só me deixou mais nervoso. Até que alguém faz uma pergunta, sobre as fontes de informações. Legal, resposta fácil – já tinham feito essa pergunta no ano passado e estava tranqüilo com isso. Mais algumas questões e então a questão do chairman da sessão: “Será que as negociações já não se arrastavam bem antes, logo os eventos que você citou não teriam impacto nenhum, na verdade?”. Cara, é pergunta de professor para ver se o aluno estudou – ou para ferrar mesmo. E a resposta veio na lata: “Não!” Não vou entrar em tecnicidades aqui, mas o último evento deixava clara a influência sobre a decisão. E expliquei direitinho. Elogiaram a técnica utilizada e me sentei. Aliviado, feliz, radiante. Ok, eu estava todo balão! Cheio, flutuando, baita sensação boa. Quando me sentei, fiz questão de vir compartilhar minha alegria com vocês via Twitter (apenas me esquecendo que ainda eram 5:30 da manhã no Brasil. ¬¬

Mas ainda tem o Gran Finale: a última apresentação da sessão foi do próprio chairman da sessão, e também sobre alianças – além dessas duas, apenas mais uma era sobre alianças, todas as outras eram sobre fusões e aquisições. E, sinceramente, o trabalho dos caras foi grande, mas achei mega fraco. Fizeram 21 entrevistas e não chegaram a nenhuma conclusão, não vi profundidade na análise, a despeito da quantidade de dados. Mas estou na minha, sou só um visitante brasileiro. Qual não foi minha surpresa, porém, quando uma americana bateu no paper do cara, disse sobre a falta de conclusão e ainda usou o meu paper para falar que ele poderia ter feito uma análise mais interessante sobre o caso. Ah, cara, aí eu virei balão metereológico, daqueles que vão lá no alto e ficam. Estou MUITO feliz. Feliz mesmo, sabe? De sair sorrindo pela rua.

O próximo passo é publicar o paper em uma revista de ponta internacional. Já falei com o Mário que quero tentar. Vamos ver o que dá.

Agora me deixa flutuar mais um pouquinho. Hehehe

Diário de Viagem 2010 – Primeiro post

Viagem tranqüila. Ok, talvez esse relato deva começar algumas horas antes. Mais precisamente 10 horas antes, com o Aeroporto de Guarulhos lotado e a fila quilométrica (é sério) no portão de embarque, com a passagem – finalmente – pela alfândega, com a correria por dentro do terminal para chegar no avião 5 min antes de fecharem as portas (e não foi mesmo culpa minha dessa vez), ou com a dor na perna durante o vôo. Mas isso tudo ficou. Em Sampa ou no oceano. A calmaria da cidade em uma manhã de domingo foi um bom prêmio por isso. E o atendimento no guichê de turismo também, muito melhor que a primeira impressão deixada por italianos e franceses. Mas a boa impressão também ficou por aí. Os espanhóis, ao contrário do que ouvira antes, ainda me parecem o povo mais receptivo. Amanhã vou arriscar o inglês com os patrícios. Veremos se melhoram.

Por hora é isso. Aproveitei para dormir depois de alguns dias. O hotel, aliás, me causou excelente impressão (a despeito do atendimento). Agora estou jantando, acabou de escurecer, mas não vi estrelas no céu ainda.

Foi apenas o primeiro dia. Amanhã pretendo explorar a cidade.

Virão comigo?

Diário de Viagem 2009 – Aprendizados

Ok, estão querendo saber o que rolou no congresso, então eu conto. Após chegar em Barça e ficar perdido no aeroporto (pois a estação de trem era no outro lado do terminal e o mané aqui não encontrava), finalmente peguei o trem, metrô e cheguei ao hotel Via Augusta. Lugar “honesto”, como diria meu cunhado. Preço legal, 300 metros da estação Fontana do Metrôe L3 – verde. E isso pesou na escolha: a linha verde vai direto para a Zona Universitária (que nada tem a ver com a zona que os brasileiros conhecem). A região das faculdades em Barcelona é praticamente o Morumbi de São Paulo (“de” São Paulo, não “do” São Paulo”). Só carrão (ok,SNC00102 aqui não tem carro zuado, mas tem carrinho, mini-coopers lindos!). Aliás, uma das coisas mais divertidas quando cheguei em Madrid foi ver um C3 e um 307 sendo usados como carros de manutenção! Só na Europa mesmo!!!

Voltando… Cheguei meia hora atrasado no primeiro dia do congresso, pois tive que fazer o registro antes e encontrar o prédio onde seria meu tracking (a 3 quadras do prédio principal). Até aí, normal, muita gente foi assim. Mas então veio a primeira surpresa: os organizadores do meu tracking montaram um esquema onde cada pesquisador deveria apresentar o artigo de outro. Achei super legal!!! Imprimi o artigo que rodaria na mesma sessão do meu, li no avião, grifei e tudo mais. Ah, a surpresa? Pois é… quando cheguei, descobri que havia pego o artigo errado… apesar de ser apresentado na mesma sessão que o meu, não eram invertidos. Até aí, leria a noite e apresentaria no dia certo, sexta a tarde, né? Não!!!! Mudaram a data da sessão de sexta a tarde para… quinta a tarde!!! Ou seja, eu apresentaria o paper que eu não havia estudado no mesmo dia!! E na sessão logo após defender o meu e do Mário. Para complicar tudo isso, aqui na Europa tem o lance da tomada (falei disso no post do dia 02) e eu fiquei sem celular e sem notebook. O celular teria quebrado um galho, já que tem pacote office. Anyway, let’s move on.

A pessoa que apresentou o meu paper é uma indiana que leciona na Boston School. Foi legal, comentários legais, elogiou a fluencia do texto (estou até começando a acreditar: falaram isso na minha banca de dissertação, alunos meus falaram, um colega consultor leu a dissertação e disse o mesmo e agora ouvi da indiana), sugeriu que falasse mais da questão da confiança (o que é simples, pois tenho isso no texto original) e citou a questão de melhorar a descrição das fontes de dados (o que foi sugerido também pelo Lampel). Confesso que não sei se as poucas críticas me deixaram feliz. Temo que tenham pegado leve por ser minha “estréia” (falei isso antes de começar, após pedir desculpa pelo ingles). Se não for isso, é um excelente sinal, pois se interessaram, pediram mais informações, questionaram coisas como “Mas a TAM não sabia que a Varig ia atrás do governo?”, coisas que tratamos e temos respostas. Isso foi legal. Ah, e o Lampel sugeriu verificar se o aumento do número de alianças entre companhias no mercado internacional nao impactou também. Eu creio que não de forma significativa.

Bom, a parte divertida começa agora: eu tinha 1 hora e meia (do tempo do almoço) para ler um artigo de 35 páginas em ingles (um texto bem confuso, apesar do tema interessante) e montar uma apresentação com críticas. Sem notebook, sem celular. Sim, eu fiz (tá óbvio). Fiz em uma hora! Apontei uma falha que considerei séria (a falta de base empírica) e dei duas sugestões que ela não gostou. O engraçado foi, na hora de defender as idéias, ela defendia, mas não conseguia ter argumentos. Outros questionaram, mas ainda ficou confuso. Sei lá… isso me deixou mais tranquilo.

No fim, aprendi algumas coisas do congresso: ler os textos (e imprimi-los) todos antes de ir. Estudei só o que apresentaria… e não foi legal

Aprendi também que meu ingles, apesar de precário, dá pra me virar melhor que o espanhol.

E aprendi coisas sobre mim… que ficarão para outro post.