Diário de Viagem 2013 – Vistos e Carimbos

pasaportes_y_visas[1]Vou começar o diário de viagem mais cedo neste ano. Viajo só amanhã, mas vale registrar algumas coisinhas antes.
Não sabia que eu ia viajar? Não fiz muito alarde dessa vez, mesmo. A coisa foi um pouco enrolada pois é a primeira vez que preciso de visto. Ou vistos, pois precisei de dois. Em 2009, 2010 e 2012, pra Europa, não são necessários. Dessa vez, para ir ao Canadá, precisei e visto norte americano. Fuego…

Descobri, porém, algumas coisinhas que valem a pena dividir com vocês:

  • Não use despachante. É caro, desnecessário e não vai te ajudar. Com um pouquinho de inglês na cabeça você resolve tudo tranquilamente.
  • Use os processos online. Tanto o americano quanto o canadense tem como fazer a maior parte online. O processo canadense é ainda mais simples e rápido. Encontrei explicações muito boas aqui e aqui. Sério, é simples e rápido:  dá pra tirar em menos de 15 dias ambos, mas não faça como eu: dê entrada nos processos com pelo menos 1 mês de antecedência.
  • Apesar de MUITO rápido e prático, deu dor de cabeça pra ajustar o timing dos consulados com o da viagem. Então peça com antecedência. Não faça como eu.
  • Não use o atendimento telefônico. Minha irmã diz que se algumas pessoas fossem bons profissionais, não trabalhariam em certas profissões. Atendente telefônico é uma delas. Em ambos os consulados, são despreparados, grosseiros e só repetem o que está escrito no site, portanto…
  • …use o sistema online.

Logo menos, embarco. Consegui, incrivelmente, um preço ainda melhor que se tivesse comprado a passagem há 30 dias (hehehe).

Chegando lá, conto mais. E tem história….

Hasta la vista, people!

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Paradoxo Internacional: Quem é o Brasil? II

Brasil, mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim!
Cazuza


Antes de mais nada, preciso explicar o que é este post. Ele é uma resposta ao desafio do João Victor Guedes em seu blog Uai, jovem! (cuja leitura recomendo). O Victor postou um texto chamado Paradoxo Internacional: quem é o Brasil? e lançou o desafio para que eu responda. Na verdade, creio que isso se tornará uma “discussão bloguística”, muito saudável e interessante, a meu ver.

Vamos lá, recomendo a leitura do texto do Victor antes de continuar a leitura aqui. Vai lá… eu espero


Ok, então vamos lá. O Victor abordou a questão do brasileiro e sua imagem lá fora. Não tive muitas oportunidades no exterior – ainda. O máximo que fiz foi uma mochilada desastrada pela Europa. E já foi muito bom mesmo para mim. Aprendi coisas em 3 semanas que demorei 30 anos para entender. E me apaixonei pelo Velho Mundo. Mas ok, já estou ficando nostálgico aqui.

Minha intenção é abordar a questão da imagem institucional do Brasil (apesar de entender que – individualmente – a imagem do brasileiro é mais relevante que isso). Mas vou deixar essa questão para outro momento e chamar algumas pessoas muito queridas que estão vivendo fora para darem sua posição quanto ao tema (vixi, mais alguns blogs na brincadeira): Jorge Trimboli, argentino-brasileiro vivendo nos EUA; Tiago Luchini, amigo do peito e irmão camarada, vivendo com a família na Finlândia; Lucilene Pavão, prima vivendo na Inglaterra há 6 anos; e Fernanda Seloti, minha mana caçula que está trabalhando nos EUA. Darei a eles a palavra para responderem – aqui ou em seus próprios blogs.

Continuamos a discussão a partir desse ponto, tão logo eles tenham dado alguma posição, fechado? Vamos ver se a experiência funciona.

Banho de lixo

Quem vive em São Paulo (e penso ser um problema de quem vive nas grandes cidades) acaba criando um mecanismo de defesa natural. É comum ver pessoas na rua, maltrapilhos pedindo dinheiro, dormindo sob folhas de papelão. E não é uma cena agradável. É forte, choca e ver cenas assim dia após dia cria um sistema de “não ver”. O paulistano começa a passar por cenas como essa e não enxerga mais. E isso é triste. Cauterizamos a consciência e paramos de enxergar o sofrimento do outro. É mesmo triste…

Mas esse post não é bem sobre isso. Uma coisa comum é ver essas pessoas tomando banho com a água que sai dos esgotos por canos mais altos. A cena é forte, triste e… futurística! Como assim???

Há algum tempo já se fala sobre uma provável falta de água limpa no planeta. Sem novidade até aqui. O que é novo, de fato, é o modelo de reciclagem de água de esgoto utilizado em Orange County, EUA (sim, The OC). Após um ano de pesquisas, cientistas desenvolveram um modelo de reciclagem de água de esgoto (chamado por eles de Sistema de Reabastecimento de Água Subterrânea) que gra água potável. Sim, isso mesmo. Água para beber (diferente do projeto implantado em São Paulo há alguns anos que recicla a água para limpeza de ruas apenas). A notícia é interessante: em poucos anos, poderemos tomar banho (literalmente) com as águas do Tietê! Teria coragem?

Snakelipping – 03-Fev-2009

Um giro rápido pelas notícias de hoje que surgem no meu RSS

Obama retrô: na contramão, o novo pacote economico americano pode vir com uma clausula protecionista. Não tanto na contramão, pois os EUA nunca foram totalmente liberais nesse ponto (haja visto seus enromes subsídios), mas a medida parece ir contra as idéias vigentes nas últimas duas decadas no país.

Macacos armados: em Três Lagoas, uma anta deu três tiros num cara que deuu o celular pra irmã dele. Topeira, bastava ter publicado o número em algum tele-sexo da vida, mas não, o hominídeo sacou uma arma e atirou. Fácil assim.

Só as cachorras: no RJ, um juiz provocou polêmica ao citar as “gostosas do BBB” em sua sentença. Segundo ele, procura ser o mais informal possível em suas sentenças. Segundo eu, o cara não sai da frente da TV.

Quase lá: em ranking divulgado nessas semana, o Brasil ocupa a 125ª posição entre os 181 países onde é mais fácil fazer negócios. Ainda faltam 56 para liderarmos o ranking do pior lugar para se negociar. Mas no ranking que avalia a quantidade de horas necessárias para pagar os impostos anuais, somos líderes!!! E lilideramos com folga, quase o dobro das horas do segundo colocado, o Vietna! E o governo federal quebrando recordes de arrecadação, ô trem bão…

O piloto sumiu: após saltar de um avião pela primeira vez, com seu instrutor, Daniel Phar percebeu que aquele estava inconsciente. Militar, valeu-se de seu treinamento para conseguir pousar com vida e ainda tentar acordar o instrutor, que teve um ataque cardiaco no ar.

Rock na rede: a banda Sepultura disponibilizou seu novo album na rede totalmente de graça. O site dos caras no MySpace traz todas as faixas do album A-lex, baseado no livro Laranja Mecânica. Seguindo no caminho certo para share de música, apesar da perda de receita de “vendas”, os caras são músicos e devem ganhar pelas músicas, não pelos CDs (mídia física). Excelente decisão!

Até que enfim: Pior cego sempre foi aquele que não queria ver, mas nosso presidente criou um tipo ainda mais bizarro – que nunca existiu antes nestepaiz: o cego que vê, finge que não vê e ainda “prova” aos outros que aquilo não existe. Foi assim com o mensalão, dólar na cueca, quebra do sigilo do caseiro Francenildo, o amante da gestante,  e por aí vai.Todo mundo acreditou que o fato (ou os, no plural) não existiu. Pior ainda, acreditaram que existiu o crime, mas não o criminoso (brasileiro é mesmo um povo de fé).  A dose foi repetida no caso da crise mundial (que se diga, a pior desde a conhecida “Grande Depressão” de 1929): para Lula, de primeira, a crise era “nos EUA e problema dos EUA”. Depois culpou um tal de capitalismo (culpou pelo que, se não existia crise???). Então admitiu que, no Brasil, o máximo que chegaria seria uma marolinha (tudo para não alarmar o eleit… ops, o povo). Agora, finalmente, após alguns meses, o ditocujo admite a retração no país (se crescemos muito em função da exportação e tem criose “nos EUA” e no resto do mundo, a conta é simples: eles comprarão menos de nós e – não precisa ser bidu – haverá menos necessidade de mão de obra, em outras palavras, menos cresciment ou recessão – não no nosso caso, espero eu). Enquanto isso, sua populariada nunca esteve tão alta “nestepaiz”.

A Era do Gelo Quente: Ainda no começo da semana li que os efeitos do tal “aquecimento global” são irreversíveis. Aí descubro hoje que Inglaterra, Rússia e outros tantos estão passando pelo pior inverno dos últimos 18 ou 20 anos. Claro, claro, para os profetas do Aquecimento, o frio é resultado do aquecimento. Óbvio, não? Tenho muitas (muitas mesmo) indagações a esse pessoal, mas deixo apenas uma (e espero, com isso, evitar o blá blá blá): se não prevemos sequer a temperatura para os próximos 15 dias (o máximo que se chega com alguma “margem” é uma semana), quem dirá para os próximos 100… anos???

Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião…

El Macaquito

Sim, é o que mais se parece com o “presidente” (ditador seria correto?) venezuelano, Hugo Chapolim. Apesar do apelido ser reservado aos brasileiros por nossos “hermanos” argentinos, penso que se encaixa muito mais no Xeique da América Latina. O cara não consegue manter a língua na boca. Fala, e fala demais. Como diz a minhamãe, quem fala demais, fala besteira. E Chavez fala muita!

A última (ainda depois de expulsar o embaixador americano a troco de nada) foi afirmar que a crise boliviana é culpa do “império americano”. A cada dor de barriga que ele tem, demarra sua diarréia verborrágica e culpa… os EUA! É igual alguns cristãos que atravessam o farol vermelho, batem o carro, e dizem que a culpa é do Diabo! Para, né! Os caras tem muito mais o que se preocupar agora, como as eleições presidenciais e as próprias crises (da qual Chavez não tem culpa, de forma recíproca), como a quebra de mais um banco.

Chavez se afoga na lama que criou. Passar por cima da constituição para criar uma outra sem o devido amparo constitucional costuma ter uma consequência óbvia: revolta. Nem entro no mérito da distribuição de impostos, pois, apesar de não concordar com uma distribuição que não reflita – ao menos em parte – a arrecadação, também penso que deve-se contribuir para o “bem estar nacional”. Mas passar por cima do pé de todo mundo e esperar que ninguém grite, é ingenuidade demais. 

Mesmo não sendo fã de Evito, sou contra o que está acontecendo. Espero que cheguem a bom termo. Mas as falas de Chavez, de fato, não ajudam.

Onde andará o rei Juan Carlos, da Espanha, para dizer ao projeto de Darth Vader Cucaracho: “Por que no te callas, Chavez?”

Fontes: BBC Brasil

Terra Notícias

Um por todos

Caramba… estava dando uma bizoiada no blog do Sérgio Pavarini e notei uma coisa: ele deve terminar o ano com mais de 70 livros lidos/relidos! Uma média de 5,83 livros por mês.

Para quem me conhece e quiser ter uma idéia do que significa, em minha época áurea (antes do mestrado), lia cerca de 30 por ano (média de 2,5 por mês).

Fiz algumas pesquisas sobre o assunto e achei alguns links interessantes, vale o clique:

http://outubro.blogspot.com/2004/04/dirio-da-fonte-sndrome-de-buenos-aires.html

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2005/06/050627_leiturams.shtml

 http://baratosdaribeiro.blogspot.com/2005/08/mas-o-que-que-t-pegando-afinal.html

http://www.vivaleitura.com.br/boletins/Boletim%20Fome%20de%20Livro%20021.htm

http://www.nosrevista.com.br/2007/09/04/quem-le-mais-a-comparacao-do-habito-de-leitura-nos-estados-unidos-franca-e-brasil-desfaz-alguns-mitos/

Bom… de tudo que li, alguma coisa posso depreender. Percebo que

  1. Ando lendo poucos livros inteiros: para quem lia mais de 1 por mes, é uma queda brutal.
  2. Brasileiro (em média) lê pouco.
  3. Alguns brasileiros salvam a média. Se falarmos de 9% de analfabetos do país, temos uma queda grande da média só por conta disso. O interessante (e isso me chamou mesmo a atenção) é que há brasileiros que lêem bastante. E não são poucos! Falamos de algumas dezenas de milhões! Me senti bem com isso. Apesar da constatação em sala de aula ser outra (cerca de 2% dos alunos que conheço lêem mais de 6 livros por ano), penso que o habito deva ser cultivado pelos professores, através, principalmente, do exemplo (sempre ando com livros nas mãos na faculdade).
  4. Indianos lêem – em média – mais que os franceses! E beeeeeeeeeem mais que os norte-americanos! Hehehe..  (ok, bairrista pra caramba, heehehehe)

Devo escrever em breve algo sobre minhas experiências pelo rico e fantástico mundo dos livros e também sobre  nova forma de leitura proporcionada pela tecnologia, mas deixei este post antes do fim do ano para cumprimentar o Pavarini e tentar chamar as pessoas ao hábito da leitura.

Ler faz bem!