Diário de Viagem 2014 – 2009, versão 2014

Artigo enviado.
Artigo aprovado.
Passaporte renovado na mão.
Inscrição paga.
Passagem comprada.
Frio na barriga.

Em uma semana começa o Diário de Viagem 2009, versão 2014 (hehehe). Farei basicamente o mesmo roteiro da viagem anterior, mas com uma esticada até a Holanda, onde acontecerá o EGOS 2014.

Muita coisa mudou em 5 anos… muita mesmo! Mas isso a gente conversa ao longo dos próximos dias.

‪#‎DiarioDeViagem‬ ‪#‎EGOS2014

viagem à Itália

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Diário de Viagem 2013 – 31 horas

Fiquei na dúvida se deveria escrever esse post em formato cronológico ou em texto corrido. A cronologia dos fatos pode mostrar o avanço das horas e o quão cruel foram essas horas. O texto corrido, porém, pode ser mais dramático. Vou tentar fazer um misto dos dois.

26-Jun 5:00

Sem dormir, meu irmão nos levou ao aeroporto para fazer o check-in (que não estava disponível online ainda). O vôo seria apenas as 07:45, mas chegar antes foi muito providencial. A American Airlines estava sem sistema e teve que fazer todo o check-in na mão. Sim, eles anotavam o número do passaporte numa lista, conferiam com outra lista e despachavam as malas… sem saber o peso. O processo demorou “só” 2 horas.

26-Jun 7:00

O embarque até que foi razoavelmente tranquilo (tirando a parte que fui sorteado para ser verificado pelo teste de drogas e explosivos, que até foi bem educado). E foi aqui que começou a confusão.

26-Jun 8:30

O vôo começa a atrasar para sair. Como bom paulistano, ainda acho que está dentro da “normalidade” até notar que a too instante passsavam comissários de bordo contando e recontando os passageiros.

26-Jun 9:00

Os passageiros, ainda no avião no solo, começam a ficar irritados. E agora eles começam a anotar de novo o nome e passaporte de todos os passageiros. Sim, depois de embarcados. E descobrem que falta e sobra gente (não é preciso mais de dois neurônios para descobrir isso com essa zona).

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A cena é absurda por si só, mas fica ainda pior: eles sequer faziam idéia de qual o peso das malas (lembra que eles marcavam na mão?). E o controle de NYC não os permitia sequer levantar vôo assim. Uma tremenda incompetência e falta de processos.

Fomos informados que eles iam mandar um fax para os EUA com os dados. “Essa m***a aula vai demorar”, pensei.

Ah, eu falei que estávamos sem comer e sem beber nada? Pois é…

26-Jun 10:00

Quando as reclamações já estavam em um nível bem, digamos, mal educado, conseguiram algo para comermos. Compraram lanches nas lanchonetes de dentro do aeroporto para levar pro avião. Sério, os caras são bem despreparados. Que experiência ruim.

26-Jun 11:00

O capitão avisa que estamos prontos para voar.

26-Jun 11:30

Ainda não voamos.

26-Jun 12:00

No ar… E com o humor no chão.

26-Jun 14:00

Somos avisados que o vôo vai parar em Miami. Miami??? WTH??

26-Jun 21:00

Pousamos em Miami para abastecer e para que subisse a bordo uma nova tripulação. A equipe atual não poderia continuar voando por tanto tempo.

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26-Jun 21:40

Até que essa escala forçada foi rápida. Nem ficamos “muito” tempo no solo. Já estamos no ar novamente, rumo ao JFK.

A senhora do nosso lado falou que o filho mudou a conexão dela para Miami, mas como eles nem nos deixaram sair do avião, ela perdeu mais uma conexão. Que zona!

26-Jun 23:40

Vamos pousar no JFK… finalmente!

Avisaram que vão refazer todas as conexões e tomar todas as providências. Ficamos quase 1 hora rodando pelo JFK porque não estavam preparados para a nossa chegada. Que zona, American! Que bagunça!!

27-Jun 00:30

Quase 1 hora depois (até que na alfandega foi “rápido”). E agora mais uma fila para encarar: todos os brasileiros que perderam conexão agora estão no balcão a AA.

Até que eles foram “legais”. Remarcaram a passagem pro dia seguinte de manhã e deram o voucher do hotel. O rapaz da empresa não acreditava no relato do vôo, disse que aquilo era absurdo.

Bora pro hotel dormir um pouco que o vôo é bem cedo.

27-Jun 01:00

Lá vem a caravana Brasil de volta: apesar do voucher, os hoteis não tem mais vagas. Pois é… agora é sem comida e sem ter onde dormir. De minha parte, já decidi não ir pro hotel mais: não vale a pena. Dormir 4 horas é pedir para perder a hora e o vôo. Mas a briga no guichê da AA é interminável. “I’m sorry” não é o que queremos ouvir.

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27-Jun 09:00

Depois de virar a noite no aeroporto, finalmente embarcar para Montreal. Ufa…

27-Jun 12:00

Vôo tranqulo num jatinho Embraer. Bom atendimento e tudo certo na alfandega. Finalmente na casa da Alice e do Gustavo, um pouco de descanso não fará mal nenhum.

Depois de 31 horas, finalmente chegamos à pacata cidade de Montreal.

Finalmente.

Diário de Viagem 2012 – O primeiro post

Depois de um ano sem Diário de Viagem, cá estamos novamente.

O post é rápido, só pra anunciar mesmo o que vem por aí: dessa vez, a viagem tem companhia. Vou levar três alunos junto, mas já já falo disso. Por hora, é só pra avisar:

Mochila nas costas e força na peruca!

Diário de Viagem 2010 – Baladinha e viagem pra Barcelona

Peguei a mala no hotel perto das 22:00 de ontem e combinei com o Julio de deixar a mochila no albergue em que ele está hospedado e irmos pra região dos barzinhos virar a noite, assim economizo uma diária de hotel, já que meu vôo sairia apenas às 8:00 da manhã. Não sei se foi a melhor idéia, mas valeu para ficar mais um tempo em Madrid. Vale à pena.

Após uma bela caminhada com 18 quilos nas costas, chegamos no albergue e deixei a mochila. De lá, fomos para uma baladinha rock que a gerente do albergue recomendou. Som anos 90, com destaque para Sweet Child of Mine, do Guns ‘n Roses. Mas mantenho minha opnião sobre baladas de rock clássico: são para ouvir, não para conversar, nem para dançar. Tem que gostar da música e ponto.

Na baladinha rock, com a Marta, Sara e o Julio

A música era boa, mas se estava lá com amigos, a idéia é conversar. Lá encontramos também a Marta e a Sara, amigas do Julio. Depois de mais dois ou três clássicos dos anos 80 e 90, fomos embora. Acompanhamos as meninas até o metrô e de lá fomos procurar algum lugar pra comer. Ficamos por uma kebaberia próxima, pois a região começou a ficar mais pesada. Ele já havia avisado que aquela é a região das prostitutas e travestis, mas realmente começou a ficar pesado, então optamos por voltar para a Praça de Santa Ana, onde tínhamos conhecido algumas baladinhas dois dias antes. Não contei pra vocês das baladas, né? É engraçado. Fui em quatro baladas na mesma noite. Mais de uma vez! Um recorde que não deve ser quebrado tão cedo – tipo, nas próximas décadas, hehehe.

Na Espanha, eles fazem algo que chamam de ‘movida’: entram num bar ou discoteca, ficam 20, 30 minutos, tomam um copo, um petisco, e saem em busca de outro bar. Ficam assim a noite inteira, de bar em bar, discoteca em discoteca. Notei que é comum encontrar as mesmas pessoas em diversos lugares diferentes na mesma noite. Não sou expert em baladas – nem no Brasil – mas foi interessante ver como funciona. E outra coisa: é raro ver pegação na balada. Das poucas que vi, a maioria eram estrangeiros. Não sei como é o esquema de se conhecer dos jovens espanhóis, mas achei-os mais contidos que a molecada no Brasil. Ponto pra Espanha.

Perto das 5:30, enquanto o Julio tentava xavecar uma colombiana no fim da noite (hehehe), saímos para pegar a mala. O metrô madrileno abre as 6:00 e minha intenção era pegar logo o primeiro trem para chegar no aeroporto no máximo as 7:00 e fazer o check-in sem problemas. Novamente passamos pela região das prostitutas – que ainda davam expediente a esse horário. Bêbado, o Julio mexeu com algumas e elas vieram para cima. Uma delas tentou me roubar a carteira. Fala sério, né? Sou paulistano! Essa de mão na carteira é mais velha que a Terra da Garoa. Dei um chega pra lá e arrastei o Julio pra frente, vambora!

Chegamos ao albergue, ele falando alto enquanto todos dormiam e eu querendo rir, mas me segurando. Foi uma excelente companhia, com papos cabeça, risadas, lembranças e idéias para a vida. Valeu, rapá! E pensar que anos antes, ainda na Federal, ele foi o responsável pela eliminação do time de basquete da minha sala no torneio. A vida é engraçada.

No chão do Barajas, esperando o avião e carregando a bateria do celular

Daí em diante foi tranqüilo: 18 quilos nas costas novamente, 2 baldeações no metrô, mas, em compensação, tem uma estação em cada terminal do aeroporto. Quero ver isso no Brasil! Sério!

Agora, enquanto espero o avião pra Barcelona – e carrego a bateria do meu celular – tento me segurar pra não dormir.

Darei mais notícias do lado de lá do país.

Diário de Viagem 2010 – Festa nas Ruas

As ruas de Madrid estão em festa. O jogo em que a Espanha derrotou a Alemanha por 1 x 0, gol de Puyol, deixou o povo em pólvora. Na praça em frente à Puerta del Sol, a alegria é expressa das formas mais distintas: até um Puyol cover tem aqui fazendo gols de cabeça! As duas fontes da praça viraram piscinas para os jovens – no calor madrilenho, nada mau. Enquanto alguns cantam e dançam, uma bola de futebol anima toda a praça, com os pernas de pau correndo de lado a outro, chutando a Jabulani para o lado que o nariz estiver apontado: geralmente para cima.

De minha parte, o projeto ‘Final em Barcelona’ está quase lá! Que polvo que nada! Cravei Espanha na final há mais de 20 dias!

😉

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Diário de Viagem 2010 – Desbravando Madrid II

Palácio da Justiça

Tirei o dia para caminhar pelo centro hoje. Fui sentido norte – ontem havia ido para o sul – em direção à Puerta Del Alcala – ontem vi a Puerta Del Sur. Nessa direção há mais comércios e a cidade foi, cada vez mais, me lembrando minha amada São Paulo, no Brasil. Comecei a me sentir em casa.

Bem ao lado do monumento, está a Puerta da Independência dos jardins do Buen Retiro, que é um parque grande em Madrid e que me lembrou o Ibirapuera – guardadas as devidas proporções de tamanho, com o Ibirapuera maior, e beleza, com grande vantagem para o parque espanhol.

Parque de El Retiro

Além de lindo, foi divertido ver o que fazem turistas e madrilenos no lago do parque: navegam de bote. O lago inteiro cheio de pessoas navegando em botes a remo. Fiquei tentado, mas cansado como estava de andar, acho que dormiria lá e acordaria só amanhã.

Palácio de Cristal

Mais para dentro do parque, passei pelo Palácio de Velasquez, e, por fim, pelo Palácio de Cristal (que, infelizmente, estava fechado e não rolou entrar).

A maior surpresa, porém, estava reservada para o final da tarde: encontrei o Julio Poli, que trabalhou comigo no Itau há 10 anos. E acho que fazia quase esse tempo que não o via. Fomos tomar uma sangria e ele me contou o que anda fazendo da vida: há 3 anos roda pelo mundo, trabalhando aqui e ali – Austrália, Itália, Índia, Espanha – e conhecendo o mundo.

Eu e o Julio Poli num bar em Madrid

Está na Europa há um ano e não pensa em voltar ainda. Contou-me que trabalhou lavando pratos na Austrália e estava feliz. Não sei se teria coragem, é provável que não, e bateu uma pontinha de inveja dessa vida mais “livre”. Mas qual não foi a minha surpresa quando ele me agradeceu por conseguir fazer o que está fazendo. Não entendi a princípio, e ele explicou.

Quando trabalhávamos no Itau, éramos uma equipe de 10 pessoas. Alguns de nós na época – eu, o Julia, o Renato, o Douglas e a Cel – estávamos bem cotados para promoções e tudo mais. Após 2 anos, porém, essas promoções não vinham e isso começou mesmo a incomodar. Em 3 meses, 3 dos principais membros da equipe saíram do banco para trabalhar em empresas muito reconhecidas. O Douglas foi para o JP Morgan. A Cel para a Deloitte (na época, Arthur Andersen). E eu para a Accenture (na época, Andersen Consulting). O Julio disse que a nossa saída fez o banco começar a valorizar mais o pessoal que ficou, mas, para ele, nossa saída serviu para que perdesse o medo de mudar de emprego, de tentar algo novo. E ele disse que foi assim que começou isso: depois de algum tempo trabalhando no Unibanco – após sair do Itau – ele decidiu pedir as contas, fazer as malas e se arriscar no mundo. Fiquei orgulhoso com a história e me emocionou a forma como ele me agradeceu por isso. Nada piegas e tal, mas eu realmente não esperava.

Madrid a noite

Ele acabou sendo uma ótima companhia nos dias que se seguiram na cidade que não dorme.

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Diário de Viagem 2010 – Desbravando Madrid

Primeira visão de Madrid

Para conhecer a capital espanhola, comecei pela Plaza Mayor, que ficava a 50 metros do hotel onde me hospedei. Minha primeira impressão: Estou na Piazza de S. Marcos, em Venezia. Sério, muito parecido mesmo, mas, diferente da praça italiana, da Plaza Mayor saem ruas que vão em diversas direções na cidade. E, nos prédios que circundam a praça, há diversos comércios, como o Museo do Jamon.

Museo del Jamon

O jamon é uma espécie de presunto – ou diversas espécies de presunto – espanhol. Aliás, é uma das iguarias da culinária espanhola.

Assim como Barcelona, Madrid é apaixonante. Não é uma cidade tão vibrante quanto Barcelona – ao menos não durante o dia – mas é uma cidade viva, bem diferente da Lisboa onde estive até ontem. As ruas tem muitos turistas, sim, mas há também o cotidiano, as pessoas da cidade que trabalham e caminham.

Aproveitei que estava na rua e cruzei a cidade no sentido sul para conhecer o Estádio Vicente Calderón, do Atlético de Madrid.

Estadio Vicente Calderon (Atl. de Madrid)

Só pude ver por fora, não dava pra visitar. Entrei na loja e tal. Simpatizo com o clube, mais que com o Real Madrid – muito mais – ou com o Barcelona. Sei lá.

Pior é que fiquei tentado a comprar a camiseta do são-paulino Forlán, filho do uruguaio Pablo Forlán que jogou pelo Tricolor, e craque da seleção uruguaia.

Cochilo na praça em frente ao Palácio Real. Pode?

Na volta, subi por outra parte da cidade e passei por algumas igrejas e pelo palácio real. Tudo muito bonito, gostei mesmo, mas bom foi tirar uma soneca em frente ao palácio, na praça. Muitas pessoas – jovens, crianças, idosos – sentavam na praça para conversar, tocar violão, ler. Sentei para descansar… e cochilei. Espero mesmo não ter roncado.








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