Diário de Viagem 2010 – Projeto ‘Final em Barcelona’

Última etapa do projeto concluída com sucesso!

Antes de vir pra Europa, comprei a passagem de Barcelona pra Lisboa para o dia 12, dia da minha volta ao Brasil e, não por acaso, dia seguinte à final da Copa do Mundo. Tenho que estar em Lisboa, no máximo, até as 13:00, pois meu vôo está previsto pra sair às 15:00. Não quero perder um vôo desses, senão fico preso aqui na Europa (ok, não seria má idéia). Ganhei com o fuso, pois há 1 hora de diferença entre Barcelona e Lisboa, o que me dá 1 hora de folga. Tomei o cuidado, também, de não comprar um vôo muito cedo. E havia um motivo muito simples para isso: queria comemorar a final da copa na Espanha.

Antes de embarcar – e de começar a montar meu roteiro de viagem – disse que assistiria à final da Copa do Mundo na Espanha e que comemoraria o título com os espanhóis. Houve quem não acreditasse, quem duvidasse e quem achasse que era só desculpa para vir pra Barcelona – e poderia muito bem ser. Mas eu realmente torci e acreditei que a Espanha chegaria aqui. E chegou!

Chamei essa idéia maluca de Projeto “Final em Barcelona”. Cada fase que a Espanha passava,

A cidade está coberto de bandeiras espanholas

eu torcia! Era mais uma etapa vencida! Assisti o jogo contra Portugal em plena Praça dos Touros, torcendo pra Furia. Contra o Paraguai, assisti no hotel, em Lisboa. Mais uma fase vencida.

Acho que eram holandeses...

A vitória sobre a Alemanha – o jogo mais difícil, imaginava eu – assisti num bar em Madrid, como contei pra vocês já – inclusive falando da festa do povo nas ruas.

E hoje chegou o dia!!! Fase final do Projeto “Final em Barcelona” prestes a ser concluída! Comprei a camisa de torcedor do David Villa, uma faixa – que é uma espécie de cachecol – e estou indo assistir a final na Plaza España.

A paixão pelo futebol não tem idade

No meu projeto original, a Espanha ganhava o jogo hoje. Vamos ver o que dá!

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VÁ, FÚRIA!

Paradoxo Internacional: Quem é o Brasil? II

Brasil, mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim!
Cazuza


Antes de mais nada, preciso explicar o que é este post. Ele é uma resposta ao desafio do João Victor Guedes em seu blog Uai, jovem! (cuja leitura recomendo). O Victor postou um texto chamado Paradoxo Internacional: quem é o Brasil? e lançou o desafio para que eu responda. Na verdade, creio que isso se tornará uma “discussão bloguística”, muito saudável e interessante, a meu ver.

Vamos lá, recomendo a leitura do texto do Victor antes de continuar a leitura aqui. Vai lá… eu espero


Ok, então vamos lá. O Victor abordou a questão do brasileiro e sua imagem lá fora. Não tive muitas oportunidades no exterior – ainda. O máximo que fiz foi uma mochilada desastrada pela Europa. E já foi muito bom mesmo para mim. Aprendi coisas em 3 semanas que demorei 30 anos para entender. E me apaixonei pelo Velho Mundo. Mas ok, já estou ficando nostálgico aqui.

Minha intenção é abordar a questão da imagem institucional do Brasil (apesar de entender que – individualmente – a imagem do brasileiro é mais relevante que isso). Mas vou deixar essa questão para outro momento e chamar algumas pessoas muito queridas que estão vivendo fora para darem sua posição quanto ao tema (vixi, mais alguns blogs na brincadeira): Jorge Trimboli, argentino-brasileiro vivendo nos EUA; Tiago Luchini, amigo do peito e irmão camarada, vivendo com a família na Finlândia; Lucilene Pavão, prima vivendo na Inglaterra há 6 anos; e Fernanda Seloti, minha mana caçula que está trabalhando nos EUA. Darei a eles a palavra para responderem – aqui ou em seus próprios blogs.

Continuamos a discussão a partir desse ponto, tão logo eles tenham dado alguma posição, fechado? Vamos ver se a experiência funciona.

Diário de Viagem 2009 – Última página?

Acabo de chegar no hotel. Encerrei a noite em grande estilo, ao menos em grande estilo para uma viagem solitária pela Europa e por mim mesmo. Dormi até tarde após assistir ao jogo de pólo aquático feminino entre as seleções alemã e espanhola – sem dúvida, uma reprise. Acordei tarde, acessei meus e-mails – não dá pra negar: sou um geek – preparei dois posts para o blog – o esperado final da história de Pisa. Depois saí.

O objetivo de hoje era visitar o Aquarium, que fica no porto de Barcelona. Como tenho feito desde que voltei para a Espanha, vou a pé para todos os lugares. Uma hora de caminha desde a praça Lesseps até a praia. Bem, seria uma hora se eu fosse direto. Hoje fui curtindo a La Rambla. Observando os artistas, o comércio. Parei no mercado público – uma espécie de Mercado Municpal que temos em São Paulo – e tomei dois copos de suco natural, um de kiwi e outro de manga com laranja, por míseros 1 euro!!! Nem em São Paulo sai tão barato. E estavam uma delícia. Foi bom ver a agitação do local: lembrou a minha terra. Comprei meio quilo de cogumelos frescos por 50 cents de euro (e espero que cheguem inteiros em Sampa) e observei as frutas. Tâmaras graúdas, medindo uns 10 centímetros tranquilamente! Estar apenas com uma nota de 100 euros nessa hora não foi legal. Eu realmente teria comprado algumas. Quem sabe ainda consiga amanhã? Mas não conto com isso.

Após 1:40 hs, cheguei ao cais. Já eram 20:45 e receava que o Aquarium já estivesse fechado. Atravessei a Rambla del Mar, dei a volta pelo cais, passando pelos restaurantes que ficam à beira do Mediterrâneo, passei pelos cinemas, pelo shopping e cheguei ao destino as 21:00 em ponto. No verão, eles fecham as 21:30. Não importava. Queria estar lá, ouvi falar muito bem do local. Paguei os 17 euros para entrar – facada – e comecei o tour. No início, nada impressionante. Comecei a questionar se os 51 reais (sim, 17 euros na taxa de câmbio que paguei) teriam valido mesmo a pena. Liguei a câmera para fazer o filme abaixo e foi aí que descobri a primeira maravilha do lugar.

TUBARÕES! Sim, tubarões nadando a apenas alguns centímetros de mim, sequer dando pela minha presença. Separados por um vidro, sim, mas ali, em minha frente. Queria realmente ter uma licença para mergulho naquela hora. Não há dúvida que causam medo, mas são também fascinantes! Nadam com extrema leveza e mesclam essa leveza com mudanças bruscas de direção. Sem dúvida, gostaria de mergulhar lá. O passei prossegue com uma passagem através de um túnel de vidros por dentro do aquário. É fascinante: arraias passando sobre minha cabeça, tubarões – esses ainda maiores. Sim, os 17 euros valeram cada centavo!

Sai do Aquarium maravilhado – depois de deixar mais alguns euros na lojinha deles – e parei para comer à margem do Mediterrâneo. Minha última noite na Europa e em Barcelona – cidade que tão bem me recebeu – e quis aproveitar ao máximo. Comi uma pechuga de pollo con ensalada de pasta que estava uma delícia. Não me permiti a sangria: só vendiam jarras de 1 litro e eu não gostaria de desperdiçá-la. Ainda teria que voltar – andando – para o hotel. Gastei bem menos do que imaginei e, após atravessar a Rambla del Mar de volta para a terra, parei no cais e sentei, olhando o Mediterrâneo mais um pouco. Não sei quando o voltarei, mas me despedi dizendo que nos veríamos novamente. E espero mesmo voltar. Fiz questão de voltar a pé, apesar de já ser mais de meia noite. Queria realmente aproveitar cada instante. Em algum momento logo no início da caminhada, Billi Holiday já não era a música que queria ouvir naquela caminhada. Mudei para ColdPlay. Agora sim… Viva la Vida foi perfeito. E caminhei. Caminhei. por uma hora, caminhei apreciando os prédios que tantas vezes vira, as ruas, os sons, os sotaques, as luzes. Não caminhei com melancolia, mas com saudades. De certo, se me apaixonei por Roma, foi Barcelona quem me deixará saudades.

Espero voltar um dia. Espero.


A interrogação no título desse post não é a toa. É bem provável que os dias que se sigam ainda tenham trechos perdidos do meu diário, idéias soltas, pensamenos, comentários esquecidos. Devo falar também das mudanças que vi, das que não vi e das que nunca aconteceram até o ponto em que a viagem seja apenas uma lembrança feliz, sem as partes que tanto me causaram tristeza, angústia e desespero. Até o ponto que as cicatrizes dessa viagem – as boas e as ruins – sejam tão parte de mim que sequer saberei o que é cicatriz e o que sou eu. O que quer que aconteça, o que quer que essa viagem mude ou solidifique, será parte de minha história, portanto, será apenas eu.

Apenas eu.

Diário de Viagem 2009 – Treviso

2009-07-12 - Itália (5)Já disse porque quis visitar Treviso. Era algo muito mais pessoal do que turístico, mas a surpresa foi muito agradável. A cidadezinha é muito charmosa, típica cidade do interior da Itália – das poucas que conheci.

Chamou-me a atenção a convivência pacífica entre2009-07-12 - Itália (2) o avanço e a “vida no campo”. Carros modernos  – C4, BMW, Alfa Romeu – em frente a um bar, como os que vejo quando vou pra Pirassunga.

Foi bom ter ido pra Treviso. Nada de grandes atrativos na cidade, mas descansei e me senti bem – dormi 12 horas direto, para me recuperar um pouco do desgaste dos últimos dias.

Próxima parada: Venezia!