Diário de Viagem 2010 – Dica

10 07 2010

DICA: Leia das postagens mais antigas (embaixo) para as mais novas. Assim acompanha na seqüência dos eventos e apuros da viagem.

Diário de Viagem 2010 – Primeiro post





Aquela coisa sem nome

30 05 2011

“Dentro de nós há uma coisa sem nome, essa coisa é o que somos
J. Saramago


Passamos muito tempo de nossa vida – em alguns casos, ela toda – buscando saber quem somos. Perdidos em um mundo de rótulos, ansiamos uma etiqueta que nos diga quem somos, e que diga aos outros quem somos. Muito grande a tentação de nos definirmos. Alguns se definem pela sua profissão – dr. José, prof. João, pr. Malaquias -, outros pelo time que torcem – Manuel Tricolor, Zé Fiel, Tião Verdão – , e alguns ainda em função de características físicas: Carlão, Marquinhos, Carequinha, Bolacha, Zóio, Japa. Muito grande a tentação de nos definirmos.

Mas, a despeito dos rótulos, a pergunta permanece: quem somos nós? Quem sou eu?

E eu respondo com outra questão: isso realmente importa? Buscamos nos definir em redes sociais, em currículos, em descrições de nós mesmos e auto-biografias, mas isso realmente importa? Talvez sejamos pessoas diferentes em cada momento, em cada fase, em cada lugar. Ou talvez sejamos apenas esse ser humano multifacetado. Quem nós somos realmente?

A mim, me importa outra questão: quem eu serei no momento em que precisar ser apenas eu mesmo, diante de quem realmente se importa? Desnudo de todas as máscaras e fantasias, quem eu serei?





O que escrevo

25 04 2011

O que escrevo, meus textos, minhas poesias, não são nada. São apenas um espelho que deixo aqui do lado, para que cada um se veja nele. Nestas linhas, cada um pode ser apenas e exatamente o que é.





Passou sem ter sido

23 04 2011

“Saudades das coisas não vividas são aquelas que mais doem ou aquelas que nos fazem sorrir sem perceber?”

S.L. Snake

Foi com o vento...





Vício e virtude

19 04 2011

“Que tristes essas pessoas que falam mal do que lhes é diferente”, dizia o homem que se julgava melhor que os demais.

Vício e virtude





Mural das Lamentações

1 02 2011

Há uma espécie de prazer na lamentação, e maior do que aquilo que se pensa.
Marie Sévigné


Em épocas de microposts (leia Twitter) e redes sociais, todo mundo é um pouco poeta. E como todo bom poeta, todo mundo é um pouco sofredor. Nada demais, na verdade. Nada que não seja a vida cotidiana, o dia a dia, aquela lamentaçãozinha básica na fila do caixa do supermercado reclamando da demora, do tempo, do preço do detergente líquido.

ETZEV SHEL ISRAEL

O que tem me incomodado bastante, porém, é a adoração pública dedicada a esse tipo de prática. No Twitter, Facebook, Orkut, na tagline do MSN, muitas pessoas tem dedicado suas línguas – ou dedinhos, nesse caso – a externalizar a dor. Não obstante a dor, mas o sofrimento e, principalmente, a lamentação. Coisas dóem, mas ninguém quer ouvir um discurso quando leh cumprimenta com um frio e distante “bom dia”. Pessoas transformam o Mural do Facebook ou a timeline do Twitter em Muro das Lamentações e ficam batendo suas cabeças na mesma dor durante dias, semanas, esperando que ela pare de doer. Não vai parar.

Essa cultuação pública do sofrimento, infelizmente, não é uma causa, mas um sintoma. Uma sociedade doente, sente dores e isso não é novidade. A raiz, porém, está no culto à dor como forma de tentar superá-la (e, sim, eu acredito na sinceridade das pessoas que tentam superar a dor). Acaba-se por criar, nesses casos, uma situação de busca de necessidade e atenção: grande parte desses lamentos são “dirigidos” a uma ou outra pessoa, uma forma de tentar atingí-la com a própria dor. Isso funciona? Não acredito.

Lamentar algo que aconteceu, ainda que nas redes sociais virtuais, é natural, é normal, é compreensível. Vez ou outra, entre júbilos, conquistas, derrotas e marteladas no dedão, externamos sentimentos os mais variados e, inclusive, lamentações. Transformar o sofrimento na sua única faceta visível é triste, aumenta a dor… e é chato pra caramba.

O mundo inteiro não precisa saber da dor crônica que sentimos ao acordar. Ainda que esta seja no coração. Para esses casos, o ombro de um amigo é um remédio muito mais eficaz.


Lamentos são um desperdício de tempo. Eles são o passad minando o presente.
Katherine – Fala do filme Sob o Sol da Toscana





Os números de 2010

3 01 2011

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Cerca de 3 milhões de pessoas visitam o Taj Mahal todos os anos. Este blog foi visitado cerca de 31,000 vezes em 2010. Se este blog fosse o Taj Mahal, eram precisos 4 dias para que essas pessoas o visitassem.

 

Em 2010, escreveu 66 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 566 artigos. Fez upload de 186 imagens, ocupando um total de 239mb. Isso equivale a cerca de 4 imagens por semana.

The busiest day of the year was 11 de novembro with 285 views. The most popular post that day was Para desabafar.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram twitter.com, facebook.com, pt-br.wordpress.com, google.com.br e search.conduit.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por jesus, cobra, feto, estrelas e photoshop virtual

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Para desabafar novembro, 2010
14 comentários

2

Amor e Respeito junho, 2007
35 comentários

3

Crianças e sexo na Noruega setembro, 2007
16 comentários

4

Oh, Captain, my Captain novembro, 2007
13 comentários

5

A morte do Jesus dezembro, 2008
5 comentários





Melhor é impossível

16 12 2010

Costumo dizer que pessoas não mudam. Mentira, quem diz isso é o House M.D. Ou não… eu já dizia isso antes de começar a assiti-lo. Bah, fato é que acredito que pessoas não mudam. Ou quase.

Ainda não postei aqui minha teoria da Princesa e do Sapo (o post está quase pronto, sairá em breve), mas acredito que homens mudem menos que mulheres. Menos? Mas eu não disse que não mudam? Não! Eu disse “quase”. Não acredito – de verdade – que pessoas mudem pelas outras “Ah, ele vai mudar por mim”, vai nada! Ele só vai mudar quando acreditar que aquilo será melhor para ele. Simples – e frio – desse jeito.

Helen Hunt e Jack Nicholson em "Melhor é impossível"

O mundo, então, se torna uma terra de intolerantes e sem salvação. Mas… calma lá, não é bem assim. Há uma frase que muito aprecio sobre isso, que foi dita pelo personagem do Jack Nicholson em “Melhor Impossível“. É algo bárbaro! Ao ser questionado acerca do porquê ele gostaria de ficar com a personagem vivida por Helen Hunt, após muito enrolar, ele diz que ela o fazia “querer ser melhor“.

Isso é mágico!! Eu me arrepio em pensar nessa frase e queria compartilhar com vocês a profundidade disso. Ela reforça o que penso: pessoas mudam por si mesmas, não pelos outros. E a definição que ele deu diz isso: “Eu quero ser melhor“. Mas acrescenta o elemento mágico, o catalisador da mudança: “Você me faz querer isso“. Reparem: em nenhum momento ele diz que faz isso “por ela”. Ele faz “por ele”! A mágica está aí: ela o faz querer isso.

Isso é mudança de verdade. E, para um cético e admirador da alma humana, é o caminho mais real.





Futuro do pretérito

15 12 2010

“O futuro é uma ressignificação do passado”

Foi com essa frase que abri uma breve conversa no Facebook nesses dias. 7 “curtir” depois, achei que seria legal explicar aqui.

Estudo sensemaking e storytelling. Me apaixonei por esses temas (por indicação de meu orientador e amigo, Mário Aquino) e venho trabalhando isso desde 2007. Bem, são assuntos que também podem ser explorados fora do ambiente organizacional. Aliás, para ser mais exato, ambos os temas nascem fora desse ambiente, vêm da vida real. E aí nasce, também, a frase que postei.

Futuro do pretérito

Quem me acompanha neste espaço sabe que há dois temas que me interessam muito aqui: política e relacionamentos. Este segundo me interessa por curiosidade, sou um curioso do que é humano. É intrigante e assustador tentar entender o ser humano, seus pensamentos, sentimentos. E, penso, que é também impossível qualquer generalização.

Prólogo feito, o que disse – de fato – com aquela frase? Sempre digo que somos a nossa história, o que vivemos, passamos, forma o que somos hoje. E o que vivemos hoje, nos transformará no que seremos amanhã. O que seremos amanhã é a reinterpretação do que somos hoje, com novos olhos, com velhos olhos.

O que somos, o que fomos, o que seremos são apenas a mesma coisa que somos hoje, um dia a mais, um dia apenas.

Apenas o que somos.





Rebolando e andando

12 12 2010

Uma coisa divertida da vida é que ela simplesmente ignora seus planos e segue. Rebolando e andando, ela segue.

Diário de Viagem - 2010-07-05 - Madrid - Cavalaria Real

Carpe vitae!





O Chato

10 12 2010

Inspirada por meu post Eu sou um Chato, minha Mamys deixou um link que compartilho com vocês

O Chato, de Oswaldo Montenegro





Qualidades e defeitos… mesmo?

4 12 2010

Um dos meus textos preferidos neste blog – provavelmente o preferido – é Amor e Respeito, onde aponto porque acredito que amor é uma decisão, não um sentimento. Mesmo sendo um dos textos mais comentados, não é, necessariamente, o texto mais “concordado”. E é natural, não espero mesmo que todos concordem. Acho até bem chato se assim o fosse. Mas esse texto – e minha forma de enxergar a questão – normalmente leva a outras discussões correlatas, e uma delas envolve a questão das qualidades e defeitos.

Algo que muitas vezes falo é que não gosto de olhar a questão como “qualidades e defeitos”, como contraposições que tornariam a pessoa melhor ou pior. Penso que pessoas tem características (que outrora foram chamadas de qualidades, ou “qualificações”, aquilo que as caracteriza). E essas características podem ser boas ou ruins para mim, ou para você, de acordo – ora, vejam – com as suas próprias características. Darei um exemplo extremo: imagine que o João tenha um problema com uma glândula e tenha, portanto, um suor muito fedido. Isso seria um defeito (e sem politicamente correto nesse blog, ok?). Mas, imagine que a Maria tenha outro defeito: ela não sente cheiros. Puxa, aquilo que, precipitadamente, chamamos “defeitos” se torna, para Maria e João, algo indiferente. Não, não se tornaram boas qualidades, se tornaram apenas características irrelevantes.

João e Maria, claro, não existem (ou existem nas histórias de bruxas), mas nós existimos. Não gosto de baladas. Não acho que isso seja um crime, apenas não gosto. Na verdade – precipitadamente – até considerava isso uma qualidade em si. Mas nos meus dois relacionamentos anteriores, isso se transformou em um “defeito”, pois eu era o cara caseiro, que preferia ver um filme com pipoca, ir a um restaurante, a ir dançar a noite inteira. E por que isso? Pois me relacionei com mulheres que consideravam isso um defeito, visto que elas gostavam de sair pra dançar a noite toda. E quem está errado? Oras, que mania de achar que alguém está errado. Ninguém estava errado por isso. Era apenas uma combinação ruim de característica. Sem culpados.

O que, então, penso sobre isso? Que não importam defeitos ou qualidades das pessoas, mas importa mesmo como essas características vão se relacionar com as suas próprias características. Sim, os “defeitos” do outro estão muito mais relacionados aos nossos do que imaginamos.

No fim, isso está relacionado à questão da admiração que coloco no texto Amor e Respeito.


PS: Um detalhe, eu tenho milhões de defeitos (sim, defeitos mesmo). Individualmente, coisas que me atrapalham a vida, que me criam dificuldades, barreiras. O texto, porém, não fala disso, mas de relacionamentos.







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